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domingo, 22 de julho de 2012

Salamandras do Fogo

O nome Salamandra vem do grego e significa: lagarto do fogo (apesar da salamandra científica ser um anfíbio, não um lagarto). A Salamandra é conhecida por ser um Elemental que domina o fogo e por isso representa a direção Sul e a Lua Cheia. O nível de poder desse Elemental varia de um mito para outro: Algumas vezes eram vistos como resistentes ao fogo ou como “ateadores” de fogo, outros diziam que eles viviam entre as chamas, também era dito que eles nasciam no fogo natural ou até mesmo quando “assopradores de vidro” queimavam fogo em seus fornos por sete dias e noites.
Alguns mitos trazem que as Salamandras ensinaram o ser humano antigo a usar o fogo. O conceito de Elemental, e o termo Salamandra, foi declarado por Paracelsus que foi um grande físico no século XVI. Desde então, essa atribuição às Salamandras começou a ser usada pelos que faziam parte da Rosacruz e pelos Alquimistas

ORIGEM:
A Salamandra “real” (Salamandra salamandra) é um ser que hiberna em troncos, sendo conhecidas pelos antigos por serem acordadas quando jogadas no fogo e então elas iriam – aparentemente – “surgir” por entre as chamas. Os povos dos vilarejos de tempos passados, quando tocavam fogo em árvores e viam as salamandras acordarem e saírem dos troncos, deduziam – inocentemente – que o fogo havia dado vida àquelas criaturas (não percebendo que elas fugiam dos troncos para se salvar), e está é a conexão delas com o Elemental Salamandra.

Comumente conhecidas como “St. Elmo's Fire”, Salamandras poderiam produzir campos elétricos de energia e às vezes até criando órbitas brilhantes de fogo. É acreditado também que as Salamandras poderiam causar nos seres humanos ondas de emoção e energia poderosíssimas, por isso são bastante reverenciadas em rituais mágicos. Entretanto esse poder é também temido, pois as emoções causadas são excessivamente apaixonantes e fortes para meros mortais. Os magos que usam estes seres para o mal devem tomar cuidado com a responsabilidade que isto traz, pois tais seres procuram por livre-arbítrio e quando usados para o  mal fazem questão de punir o praticante na mesma medida de crueldade que ele obrigou a Salamandra usar em sua vítima. Para tornar-se “rei dos elementos ocultos” ou senhor(a) deles a ponto de utilizá-los em Magia Negra, é bastante complicado, tendo que passar por provas de coragem, mostrando que não teme o fogo enfrentando um incêndio, atravessando alturas enormes se equilibrando sobre um tronco de árvore, escalar uma montanha numa tempestade e nadar numa cachoeira forte ou num redemoinho gigante. A força do fogo, todavia, não deve ser vista como maligna e destruidora, porque não é bem assim; toda magnificência e corrente energética produzida pelas Salamandras podem ser utilizadas por causas boas em feitiços ou orações, sendo inclusive uma coisa boa ofertar oferendas a estes Elementais.
Outros contos anciãos, dizem que as Salamandras vivem em vulcões. Um vulcão inativo indica Salamandras contidas ou adormecidas. A erupção se dá por conta da ocorrência da ira das Salamandras e suas línguas de lava vêm para lamber tudo que se meter em seus caminhos.

FORMA E APRESENTAÇÃO:
Quanto a sua forma, há divergências. Alguns creem que elas se apresentam como lagartos vermelhos e pretos, outros acreditam que elas podem aparecer na forma de humanos magros em vulcões. Segundo *Monica Buonfiglio: “elas vivem no éter atenuado, sem formas definidas, não passando de contornos esfumaçados. (...) Até mesmo quando acendemos um fósforo podemos sentir sua presença”.
As Salamandras são vistas pelos humanos como devastadoras num incêndio, mas para a natureza elas estão apenas felizes e dançando com suas chamas sobre a floresta, sendo apenas parte de um ciclo infinito de morte e vida e não seres malévolos e lesivos como podem pensar.
As Salamandras, também são muitas vezes associadas aos signos do fogo. Aqui estão algumas características relativas ao fogo e às Salamandras, sendo particularidades simbólicas para esses seres:


- Sufocantes
- Festivos
- Vivos
- Audaciosos
- Apaixonados (e apaixonantes)
- Impetuosos
- Comandantes
- Selvagens
- “Energizantes” (energéticos).
- Poderosos
- Autoritários

* “Histórias, Dicas e Magias” (Volume 2).

Fonte 1



Outro: "Dogma e Ritual de Alta Magia" - Eliphas Lévi

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Magia e Mitologia acerca dos Corvos

Os celtas acreditavam que o Corvo era um presságio de morte e conflito, sendo também associado a transformações mortais. Outra crença era que os pássaros eram fadas que se transformavam para criar problemas. Apesar disso outras qualidades mágicas também eram atribuídas a eles, como por exemplo: A sabedoria, mutação de forma física, eloquência, profecia, ousadia, habilidade, astúcia, esperteza e roubos. Na Idade Média, as pessoas criam que praticantes de Magia Negra e bruxas usavam o símbolo do pé do corvo para lançar feitiços de morte.
Já na cultura nativa da América do Norte, apesar de não parecer, o corvo não era um mau sinal. Não há informações de nenhuma tribo americana onde os corvos eram vistos como presságios de morte. Com certeza, o oposto; corvos eram (e ainda são) considerados símbolos de boa sorte por muitas tribos. No folclore Nativo Americano, a inteligência dos corvos geralmente é colocada como sua característica mais importante. Em algumas tribos, o corvo é confundido com o pássaro “raven”, um parente do corvo que compartilha muitas das mesmas características.  Um dos Espíritos de Corvo representados na mitologia Nativo Americana é o Corvo Mãe.
A maior parte das tradições europeias vê o corvo como sinal de morte e problemas, enquanto as culturas ameríndias acreditam que os corvos eram tanto um símbolo sagrado quanto um símbolo de esperteza. Eles podem ser ensinados a se comunicar com pessoas e a contar. Corvos são travessos e gostam de roubar itens brilhantes, mas são desconfiados e tímidos. Alguns corvos vivem em bandos, fazendo ninhos nas copas das árvores. Existem sentinelas que avisam do perigo. Esses animais têm uma linguagem complexa. Outros corvos são solitários ou vivem em pares. Eles matarão animais doentes e comerão as carcaças que encontrarem o que pode ser visto como um auxílio ecológico. Eles são chamados de diferentes nomes na Grã-Bretanha, tais como: “Carrion Crows”, “Rooks” ou “Jack Daws”. Apesar de raros, corvos brancos já foram encontrados.

Lendas de tribos americanas sobre corvos:
- “O Corvo Arco-Íris”
- “Como o Corvo Ficou Preto”
-“Irmão Corvo e Irmão Búfalo”
- “Os Potes Mágicos” é uma história dos índios Chippewa sobre crianças desobedientes que se transformaram em corvos.
-  “Quando Os Animais Deixaram a Terra de Lenapé” é uma lenda dos índios Lenapé sobre gigantes e corvos que ensinaram às pessoas uma lição de respeito aos animais.
- “A Criação do Mundo”

domingo, 27 de maio de 2012

A História de ísis e Osíris


Fiz uma pesquisa sobre a lenda de Ísis e Osíris, e devo alertar que talvez achem um material diferente sobre a história em cada site, pois existem muitas divergências de ideias sobre tal história. Eu procurei pesquisar as mais “corretas” se assim podemos dizer, pois é uma lenda muito antiga, e fiz uma síntese de um conjunto de versões sobre a mesma:

A deusa Ísis (conhecida pelos egípcios como Aset), é filha de Nut (a senhora dos mistérios) e Geb.  A sua intensa história com Osíris (deus marido de Ísis, que também era um rei) começa quando ele é morto por seu próprio irmão: Set (ou Seth). O corpo de Osíris foi colocado dentro de um cesto e jogado ao Rio Nilo.

Ísis, ao saber das notícias sobre seu marido, arrancou um fio de seus fios cabelo e colocou numa manta de luto que, assim como a cidade, possui o nome de “Copto”.  Ela descobriu que o cesto havia sido levado com o mar até um lugar chamado Byblos, e que as ondas deixaram-no sob uma Érica (árvore).  A Érica, uma planta adorável, cresceu muito rápido e muito grande, agregando, assim, o cesto a si mesma. O rei do lugar, atônito pelo tamanho da planta, cortou a moita que escondia o sarcófago de vista, mandou que fizessem um pilar para seu teto do tal material.

Eles contam que quando Ísis soube disso tudo por um sopro divino de honra, ela foi a Byblos, e sentada ao lado de uma fonte, abatida e chorosa, não dava uma palavra a ninguém, mas saudava e fazia amizade com os servos da rainha arrumando os cabelos dos mesmos e inserindo em seus corpos um perfume maravilhoso que vinha de si mesma; quando a rainha viu seus servos de novo, ela desejou conhecer a estranha; da qual o cabelo e corpo exalavam um perfume estonteante; e assim foi feito, e Ísis uma vez íntima da rainha tornou-se ama de seu bebê.

Dizem que Ísis dava de mamar à criança colocando, ao invés do mamilo, o dedo na boca dele, e à noite ela retirava as partes mortais do seu corpo.  Ela se transformou numa andorinha, voou até a rainha percebê-la, a mesma chorou quando viu o menino pegando fogo, então Ísis retirou a imortalidade do bebê. Então a deusa, se manifestando, pediu pelo pilar do teto e removendo com facilidade, cortou a Érica que o prendia. A planta se agarrou a um pano de linho derramando perfume sobre o mesmo, o pano foi entregue ao rei, e até os dias atuais as pessoas de Byblos veneram essa madeira preservada no templo de ísis.

Alguns estudiosos sugerem que as primeiras imagens da Virgem Maria com o Menino Jesus tenham sido inspiradas na imagem de ísis dando de mamar à criança.

Ísis encontrou o corpo de seu marido e o levou de volta ao Egito, só que chegando lá, seu cunhado mais uma vez teve acesso ao corpo, dispersando o mesmo em 14 partes pelo Egito, fora do alcance de Ísis. Seguindo em intensa busca, ela encontrou 13 das 14 partes, desde que seu falo havia sido comido por um peixe. Então ela criou outro falo feito de ouro e cantou uma música ao redor de Osíris até ele voltar a vida, concebendo assim seu filho Horus. Sobre esta parte da história existem algumas divergências: É acreditado, também, que Ísis tenha deixado o corpo morto do marido a boiar pelo Nilo até que ele ressuscitasse.  

Osíris, assim, podia ser clamado “Senhor da Morte” e da “pós-vida”.

É de importância acrescentar que alguns autores costumam comparar a história de Osíris com a de Jesus Cristo, por conta de se tratar de um deus salvador morrendo, depois sendo batizados pelas águas e voltando a vida mais uma vez. De qualquer forma, existem opiniões contrárias, também, que afirmam não haver relação alguma entre as histórias.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Adh-Sidhe

Vejam a pesquisa que fiz sobre as Adh-Sidhes: Kithains (modo como são denominados os seres da família dos Changelings) justiceiras da Irlanda. Está bem completo e bastante interessante. Note que quando me refiro a esses seres como "elas" quero dizer “as Adh-Sidhes” uma vez que o sexo não é especificado tenho a impressão de que aparecem na forma tanto de homem quanto de mulher.

INTRODUÇÃO (Descrição)

Nas noites sombrias dos tempos passados, a Adh-Sidhe se espreitava, assombrando o reino da Irlanda, trazendo uma furiosa destruição àqueles dos corações malignos.
A Adh-Sidhe representa uma viciosa e terrível justiça, caçando as peles de tanto a sociedade Kithain quanto a Humana.
Severamente determinada, as Adh-Sidhe são apenas temidas por quem possuiu mau-caratismo como característico, entretanto esses seres não punem pequenos crimes: apenas crimes de violência, derramamento de sangue e ataque sexual forçado atraem sua ira, e elas podem ser bem criativas em fazer a punição se adequar ao crime... Muitos já expuseram opiniões sobre por que a Adh-Sidhe insiste em se manter numa linha sombria, mas ninguém sabe verdadeiramente, nem mesmo as próprias Adh-Sidhes. Talvez sonhos de vingança certeira tenham criado esse Kith.
Diretas e agressivas, essas kithains dificilmente fazem amizade, até mesmo com o mais decente companheiro. Relações são sempre estreitas. Certamente, até mesmo muitos kiths e humanos honestos acham a postura e a atitude sombria das Adh-Sidhes fortemente inquietante.
Não muito numerosas, as Adh-Sidhes encontraram no mundo moderno uma calamitosa necessidade de vingança. Diariamente os números de atrocidades e vítimas crescem, e a Adh-Sidhe luta para enfraquecer essa maré. Talvez seja um confronto fútil, mas a Adh-Sidhe não é nada, senão persistente.
Apesar de sua selvageria e expressão aterrorizantes, a Adh-Sidhe tem um coração bom, com um cavernoso e profundo amor e respeito por tudo o que é belo e bom. Com certeza, isso apenas alimenta seu desejo de destruir o câncer da injustiça antes que ele destrua muito mais.
Surpreendentemente as Adh-Sidhes não são torturadas por sentimentos de raiva, amargura ou solidão. Elas estão contentes com o caminho escolhido e suas conseqüências, não tem nenhum desejo de serem diferentes.
Elas tem desaprovação e desgosto declarados pela jurisprudência, especialmente aqueles da espécie Sidhe. Nunca irão jurar aliança ou se juntar a uma família nobre ou alguma Corte. Aos olhos da Adh-Sidhe a nobreza traiu o povo ao fechar as Portas de Arcádia, deixando-os na Noite Sem Fim (Sim, é algo de difícil compreensão para quem não conhece do assunto). Até hoje as Adh-Sidhes perseguem aqueles diretamente responsáveis por essa traição e muitas nobres Sidhes também estão inconfortáveis sob seus exames. Renascer não remove a marca da culpa.
É comum encontrar lendas que dizem que as Adh-Sidhes, eventualmente, podem se transformar em cavalos negros de olhos flamejantes, dentes de adaga e ferraduras que funcionam como lâminas.
Elas podem sentir a sujeira da atrocidade quando encontra com as pessoas. Essa habilidade é inconsciente e ela entra em ação cada vez que a Adh-Sidhe encontra com alguém, até se eles já tiverem se conhecido antes, então mesmo se elas não tiverem notado a sujeira da primeira vez, elas vão inevitavelmente notar num outro encontro.

APARÊNCIA
A Adh-Sidhe pode ser aterrorizante e horrenda, trazendo uma aura malévola até mesmo perto daqueles que possuem consciência limpa. Tipicamente altas e esguias, elas tem orelhas pontudas e traços angulares. Seus cabelos são pretos com carvão e seu olhar assustador é a chama vermelha de madeira flamejante. Elas lembram as Sidhes negras até o momento em que abrem a boca revelando seus dentes de adaga.
As roupas são de pouca importância, apesar de funcionais elas se vestem como pessoas normais. Jeans, botas, camisas de algodão e jaquetas de coura são preferíveis. As afeições sem sentido da “cultura jovem” as atraem e o visual sombrio não combina com elas. Como o citado, casacos também são impraticáveis e jóias são vistas como atrativos sem sentido que só as distrai de sua causa. Elas podem admirar a beleza das jóias, mas se recusam a usá-las.
Elas, tipicamente, usam cabelos compridos presos com um elástico (para não atrapalhar a visão), ou cortam curtos e selvagens.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Strigas


As Strigas são descritas como demônios vampirescos voadores ou como bruxas. Geralmente são citadas como monstros que se alimentam do Spiritus Vittae (ou a força vital) da pesoa e que vivem durante milhares de anos, porém que se alimentam apenas de 25 em 25 anos. Segundo a maior parte das lendas as Strigas se alimentam do Spiritus Vittae das crianças, e preferem agir em famílias onde haja irmãos (ou irmãs), levando um por um, é como se ela se alimentasse da vida das pessoas. Dizem que as Strigas aparecem como humanos, geralmente como velhinhas, mas mudam de forma ao se alimentar, se transformando em criaturas horrorosas. De acordo com as lendas para saber se uma pessoa é uma Striga, é preciso colocar uma cruz feita com ossos de porco na sua porta, se ela for uma delas, não poderá sair. Algumas histórias falam que elas comem as crianças e vomitam seu sangue logo após. As lendas não falam de como matar uma Striga de outra maneira senão quando elas se alimentam, pois é o único momento em que ficam vulneráveis. Quando a Striga suga o Spiritus Vittae da pessoa elas entram num coma eterno, nunca mais acordam.
A strix era uma criatura romana lendária, geralmente descrita como uma ave noturna de mau agouro que se alimentavam de carne humana e sangue, como um vampiro. O nome é grego em sua origem e significa "coruja".
Resumindo: as strigas são seres que se alimentam da força da alma das pessoas, principalmente das crianças.

Lâmia

Existem algumas versões para o que seria uma Lâmia. Acredita-se que sejam monstros (ou até mesmo espíritos) de mulheres que sugam o sangue de jovens, ou de viajantes, mas a história mais conhecida sobre a Lâmia é a da mitologia grega: Nesse caso Lâmia seria o nome da rainha da Líbia, uma mulher muito bonita que era amante de Zeus. Essa rainha deu muitos filhos para Zeus, sendo que Hera (esposa do mesmo) matava todos eles, logo quando nasciam, por ciúmes de Lâmia com seu marido. Algumas versões dizem que Hera transformou a Lâmia num monstro, outros que ela mesma, por raiva, acabou se transformando. Segundo algumas versões, Hera levou Lâmia para uma caverna e a obrigou a devorar seus próprios filhos (assustador). Além disso, Hera também amaldiçoou Lâmia, não permitindo que a mesma dormisse. Zeus, triste pelo fim da rainha, concedeu-lhe o dom de retirar os próprios olhos (temporariamente), para que ela pudesse descansar. Assim a Lâmia, cheia de ódio, passou a vagar pela noite e, com inveja das outras mães, roubava as crianças para devorá-las. Acredita-se que assim surgiu a lenda da Lâmia, que também é descrita como uma serpente, que se transformava em uma bela mulher para atrair os jovens à sua cama com o objetivo de devorá-los ou sugar seu sangue. Outras versões falam sobre uma mulher com cauda de cobra no lugar das pernas que ficava na beira da estrada mostrando os seios e atraindo os viajante para depois comer os coitados (É mais ou menos como as lendas sobre as sereias que atraíam os homens para o fundo do mar e os mesmo morriam afogados). A Lâmia também é associada à Lilith que por vezes é vista como deusa, mas que no judaísmo acaba sendo difundida como um monstro que come apenas meninos de até três anos (no máximo).
Na Idade Média, o nome Lâmia era utilizado pela Inquisição, para descrever as supostas bruxas. No século XVII, as lâmias foram também descritas como seres quadrúpedes, com garras nas patas da frente, cascos nas patas traseiras, cobertos de escamas, com cabeça e seios de mulher e pênis de homem, sendo que elas se transformavam em mulheres normais, e depois, ao atingir seu objetivo (devorar jovens homens) elas voltavam à sua forma “natural”.
A forma mais conhecida da Lâmia é a de uma serpente que se transforma em mulher para sugar o sangue dos homens, ou de um monstro metade mulher, metade serpente que devora criancinhas. Mas o folclore búlgaro a descreve como uma criatura que tem várias cabeças que quando uma é cortada nasce outra imediatamente no lugar (tipo a Hidra de Lerna), este tipo de Lâmia mora em cavernas ou no subsolo e mata não homens, nem crianças, mas mulheres jovens e bonitas. Em algumas histórias a Lâmia tem asas, e é provida de uma respiração de fogo. As Lâmias as vezes eram descrita como bruxas, porque na Idade Média os autores diziam que as bruxas se alimentavam de carne humana.
No grego moderno a expressão "τό παιδί τό 'πνιξε η Λάμια" ("a criança foi estrangulada pela Lâmia") é usada para quando um bebê morre de morte súbita.
"Veria Lâmia, em suas visões, seus filhos devorar, para, no mesmo instante, à vida retornar?" Horácio.

sábado, 27 de novembro de 2010

Rugaru ou rougarou



A palavra rougarou tem origem francesa, assim como sua lenda que é contada por franceses provenientes da Louisiana e por antigos franceses que migravam do Canadá pára o resto do mundo (principalmente para os EUA). A palavra rougarou vem do francês loup garou, uma coisa como homem lobo. Nas lendas francesas esses rougarous, geralmente, eram metade gente, metade lobo e se alimentavam de sangue humano, nessas lendas dizia-se também que só de você olhar para um rougarou que você se transformava numa criatura dessa espécie. Outras lendas dizem que o rougarou só passa 101 dias “enfeitiçado”, caçando gente... Depois, ele voltaria a ser um homem normal e a maldição passaria para outra pessoa. Outros dizem que o rougarou se transforma somente à noite e pelo dia volta ao estado normal. Algumas histórias sobre a origem desse monstro dizem que ele só pode ser “criado” por uma bruxa, já outras dizem que a maldição está no sangue, que é hereditária, logo se um dos progenitores é um rougarou o filho também será.
Já nas lendas dos Estados Unidos os rougarous se alimentam de carne humana e no início aparenta ser uma pessoa normal, só com o tempo começa a se transformar num monstro, em algumas versões diz-se que os seres humanos que possuem a maldição do rougarou podem não se transformar num monstro, mas só se conseguirem ficar sem comer carne humana pro resto da vida, já que uma mordida o transformaria por completo. No caso, isso seria muito difícil, já que os instintos desse ser o empurram para o canibalismo. Nesse ponto sua lenda se assemelha com a do Wendigo, e também porque em algumas versões quando se vê um wendigo você se transforma num, assim como em algumas lendas dos rugarus. Outra semelhança dessa criatura é com os lobisomens já que os rugarus às vezes são tidos como seres com corpo de homem e cabeça de lobo e também tem que em algumas versões das lendas sobre lobisomens (que tem uma vasta quantidade de versões) eles comem o coração das vítimas quando atacam durante a noite, assim como os rugarus, sendo que estes comem a pessoa inteira e também em algumas lendas eles só se transformam á noite. Em algumas histórias sobre rugarus dos EUA, eles são tidos não como monstros, mas era visto como um ser sagrado que se liga diretamente com a mãe terra. Assim como o pé-grande.

Obrigada, até o próximo post.

Changelings


Existem muitas lendas e muitas versões em torno dos chamados Changelings. É provável que elas sejam oriundas da região setentrional da Europa, duma vasta região da Normandia à Suécia e da Escócia à Irlanda. Em muitas lendas essas criaturas são filhos de elfos, fadas ou trolls. Eles trocam de lugar com a criança que tiver na família e assume todas as características FÍSICAS da mesma. Algumas versões dizem que eles fazem isso para conseguir o amor que seus verdadeiros pais (trolls, elfos, fadas, etc.) não podem lhes dar, outras contam que esses seres se alimentam do sangue da mãe da criança a qual ele assumiu a forma. Diz-se que os changelings possuem pele rugosa, dentes afiados e temperamento malvado, mas que essas características físicas citadas só podem ser vistas num reflexo de espelho. Um ponto em comum é que todos os changelings são mais espertos e sérios do que as crianças normais, sendo citados também um comportamento estranho para afastar todos que se intrometam entre ele e sua nova família.
As lendas de changelings provenientes da igreja católica dizem que esses seres trocam de lugar com as crianças que não foram batizadas ou filhas de pais que cometeram pecados antes do bebê nascer. Changelings não pegam as crianças quando muito pequenas, só quando elas já estão maiorzinhas (à partir dos 4 anos) logo os pais podem, sim, perceber a mudança no comportamento de seu filho.
Antigamente alguns diziam, quando nascia um autista, que era um changeling, erroneamente (é óbvio) já que se você for se basear nas lendas os changeling só tomam o lugar de crianças maiores podendo os pais notar a mudança e os autistas (que eu saiba) já nascem autistas, os pais não poderiam notar a mudança, pois não haverá mudança, a criança não vai ficar fria de uma hora pra outra ela vai ser autista e só, não um monstro. Mas, enfim, era assim que pensavam na Idade Média.
Algumas versões falam que se você conseguir devolver a criança changeling a seus verdadeiros pais, você receberá a sua de volta, pois (por algum motivo) esses seres escondem as crianças roubadas e normalmente não as matam fora algumas versões que dizem que essas crianças servem de refeição para os pais dos changelings.
Os changelings, em certas versões, tomam o lugar das crianças para ter “servos”, que seriam no caso, os pais da criança raptada, já quês estes, geralmente, ficam com medo da nova criança, seja por terem visto sua real aparência num espelho ou por seu comportamento malevolamente estranho, eles acabam atendendo aos pedidos dos changelings.

Encerro com changelings, até mais...

sábado, 20 de novembro de 2010

Medusa


Pelo que me parece existem várias versões para a criação da medusa. A mais antiga é a de três irmãs górgonas (ou górgones), (Euríala, Esteno e Medusa). Segundo esta história, as irmãs possuíam cabelos de cobra, dentes de javali, asas de ouro e mãos de bronze, porém só Medusa possuía o olhar petrificante. A Medusa era considerada uma das divindades primordiais, das que nasceram antes do Olimpo. Outras histórias contam que Medusa era uma bela moça de cabelos negros que se apaixonou por um deus (falam de Netuno e de Zeus) e resolveu marcar seu encontro amoroso com o deus num dos templos de Minerva. Esta não gostou disso e, irada, transformou os cabelos da jovem em cobras e fez com que seu olhar petrificasse qualquer um que estivesse em seu caminho. A mitologia nos traz que a Medusa odeia os homens, porque foi por culpa de um amor que ela se transformara num monstro, e odeia as mulheres, porque um dia ela tinha sido a mais bonita de todas. O que transformou a Medusa num monstro, segundo a versão da transformação por Minerva, não foram seus cabelos ou seu olhar petrificante, mas sim a sua maldade, já que depois de transformada sua diversão era perseguir humanos e transformá-los em pedra, e essa maldade não foi Minerva que colocou nela. As versões antigas mostram Atena como uma deusa com cabelos decorados por serpentes o que nos lembra a Medusa, mas os mais recentes mostram-na como uma “inimiga” da Medusa, tanto que Perseu entrega a ela a cabeça da Medusa quando ele consegue matá-la. Tem um mito que diz que Perseu e sua mãe Danai (ou Danae) foram lançados ao mar numa arca e achados por um pescador que os apresentou ao rei da ilha, Polidecto (ou Polidectes). O tempo passou, Perseu cresceu e Polidecto se apaixonou por Danai. Com o intuito de afastar Perseu da ilha o rei deu a ordem dele ir atrás da Medusa, que estava causando muito medo na ilha, e matá-la. Ele foi. E conseguiu matar a monstruosidade, arrancando sua cabeça com um golpe de espada. Quando ele foi olhar para o local onde ele havia lançado a cabeça da Medusa se surpreendeu, pois de seu sangue nascia uma espécie de cavalo (Pégaso), algumas histórias contam que do pescoço nasceu também Crisaor. De sua veia esquerda saía um veneno e da outra um remédio que era capaz de ressuscitar os mortos. Como já havia dito, quem escolheu ser má foi a própria Medusa já que dentro de si tinha duas poderosas substâncias. A da vida e a da morte. Ela escolheu usar a da morte, e terminou morta, como um monstro. Algumas versões nos trazem que Medusa queria disputar o amor de Zeus com Minerva, então esta, com raiva, a transformou. Dizem que Euríala simboliza o instinto sexual pervertido, Esteno a perversão social e Medusa a necessidade de crescer estagnada. Seus filhos são monstros. Sendo que Pégaso ajudou Belerofonte a derrotar outra monstruosidade: A Quimera. Mostra que Pégaso apesar de filho da Medusa não era assim tão malvado e monstruoso.
Encerro com Medusa. Até mais.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Paralisia do sono

Paralisia do sono. Esse é um problema que algumas pessoas enfrentam, quase toda semana ou esporadicamente. Quem já experimentou da sensação de ficar com o corpo preso na cama sabe que não é nada agradável. O pior é não saber o que é aquilo, o que é de arrepiar. Geralmente a pessoa tenta gritar, mas não consegue, é como se o grito ficasse entalado, e falo por experiência própria, é melhor não tentar gritar, pois quanto mais você tenta mais preso fica. O pior é que eu ultimamente, além de ficar presa eu tenho flutuado também. Pois é e estou certa de que não é um sonho. Pelo menos não estou sozinha nessa loucura: Uma pessoa identificada como Cardoso postou o seguinte comentário no site www.scienceblogs.com.br: “Em 2/3 das vezes (5 ou 6 no total) eu tinha uma sensação de queda/vôo, mas é só relaxar.”. Enfim... Como sempre, a mitologia explica esse fenômeno de várias maneiras. A mais brasileira é a da pisadeira. Este seria uma espécie de monstro, que entra nas casas no formato de uma mulher geralmente com unhas enormes e olhos vermelhos e pisa nas pessoas enquanto elas dormem, o que as deixa paralisadas. Normalmente a vítima sabe do que se passa ao redor dela, mas é incapaz de mexer um músculo, aliás, só é capaz de mexer os olhos. Li alguns textos que falam sobre os dados científicos da paralisia do sono, e parece que ela não escolhe um tipo de pessoa específico para atacar, segundo estudos científicos isso poderia acontecer com QUALQUER UM. O que dificultaria uma possível prevenção.
Andei pesquisando, e vi que em algumas culturas existem seres que fazem quase a mesma coisa que a pisadeira. No Vietnã, eles tem uma coisa chamada ma de, que significa segurado por um fantasma. Nesse lugar eles acreditam que a pessoa fica paralisada no momento de acordar quando um fantasma entra no corpo dela. Na cultura Hmong você ouvi falar de dab tsogou, que quer dizer demônio apertador. O causador da paralisia é descrito como um ser de corpo pequeno que fica sentado no abdômen ou na cabeça do indivíduo. Antigamente era comum as pessoas relatarem que viram essas coisas sentadas em cima delas. Na China esse fenômeno é atribuído à uma coisa chamada guǐ yā shēn ou guǐ yā chuáng, que é traduzido como cama pressionada por um fantasma ou corpo pressionado por um fantasma. Para os húngaros esse fenômeno é atribuído a aparições, bruxas, fadas e outros seres, nada muito específico, lá isso é chamado de lidércnyomás. Já no Japão a paralisia do sono é chamada de kanashibari, que tem como significado atado ao mental. A justificativa da ciência para a visão dessas entidades durante a paralisia e até mesmo o fato de algumas pessoas ouvirem vozes durante o processo é simples: Segundo alguns cientistas, essas pessoas tem alucinações, que as fazem ouvir ou até ver coisas, e a ciência também afirma que a pessoa pode sim sentir algo pressionando o peito, mas que isso faz parte do processo de paralisia.Ninguém nunca se aprofundou realmente no estudo dessa paralisia (acredite), por isso até hoje não existe nada comprovado. Pra quem sofre desse fenômeno o site mentalhelp.com diz que a pessoa deve mexer os olhos para os lados, que a paralisia acaba no mesmo intante. Testei isso. Comigo funcionou. Também tem uma lenda urbana que fala sobre o homem do pesadelo. Este seria um homem (possívelmente um espírito) que abraça as pessoas durante o sono e isso as impede de se mover, também segundo essa lenda se você falar seu nome ao contrário ele te larga. O problema é que é meio difícil falar alguma coisa quando se está PARALISADO. De qualquer forma, testei isso também, falei mentalmente meu nome ao contrário durante uma paralisia, mas não funcionou. Algumas pessoas podem achar divertida a paralisia do sono, mas isso dura só até ela começar a ver coisas no mínimo estranhas durante o processo. Ela pode durar um minuto, ou uma hora, não tem tempo exato nem máximo de duração. Me lembro que na primeira vez que eu tive essa paralisia eu tinha acordado de um pesadelo e fiquei um bom tempo tentando gritar. Depois eu percebi que estava acordada e abri os olhos, mas não conseguia me mexer, então parei de tentar gritar, relaxei, e pensei com todas as forças que eu ia acordar, então comecei a rezar. Fiquei tentando mexer os braços (outra dica minha: não tente se mexer. Sempre que eu tento alguma coisa ruim acontece) até que relaxei e consegui sair do estado de paralisia. Não é nada agradável. Conheço uma mulher que sente que é carregada e que sempre vê um bonequinho de vudu preso em sua mão paralisada. Definitivamente não é nada agradável.
Até o próximo post, comentem...

domingo, 17 de outubro de 2010

Sereias.


O mar foi e ainda é um ambiente muito misterioso para o ser humano, sejam pelos monstros marinhos da idade média ou pelas tão misteriosas e sedutoras sereias de água salgada... Provavelmente as lendas dessas encantadoras criaturas (que podem ser consideradas elementais da água) surgiram na Europa do Norte, Grécia, índia e Egito. Na idade média quando os navios afundavam as pessoas acreditavam que eram as sereias que atraiam os capitães para o fundo das águas, nessa época as sereias não eram lindas como vemos em quadros ou imagens hoje em dia, mas eram consideradas monstros malignos e geralmente com aparência não muito agradável. Algumas tradições acreditam que as sereias são metade mulher metade demônio, ou seja elas ainda podem viver entre nós seduzindo e matando homens para, depois, possivelmente comé-los. Supõe-se que a primeira história de um pescador que viu uma sereia surgiu em 1.000 a.C. em Assíria. Como toda história tem suas controvérsias muitas pessoas acreditam e acreditavam que as sereias são seres belos não feios e que algumas podem atender aos pedidos dos marinheiros se eles as ajudassem. Contam também que elas enfeitiçam os capitães dos navios fazendo-os bater em pedras, afundando assim, a embarcação. Essas criaturas místicas também são consideradas presságios de naufrágio ou de tempestades violentas, então pra você que vai viajar num cruzeiro, se avistar uma sereia, vá para perto dos botes salva-vidas! Brincadeiras à parte. Acredita-se que a única forma de não cair nos encantos da música da sereia é cantar melhor do que ela. Já na Irlanda, a lenda das sereias faz muito mais sentido (na minha opinião), pois ao invés de só matar os marinheiros por puro prazer, elas os enfeitiçam com seu canto, atraindo-os dessa forma, para então devorá-los. Aqui no Brasil temos uma história bastante conhecida, de uma sereia chamada Iara, sendo que ela é de água doce. Conta a lenda que Iara era uma índia guerreira muito reconhecida em sua aldeia pelos seus feitos, sendo sempre motivo de orgulho para seu pai (o pajé), sendo que seus irmãos ficaram com inveja e planejavam matar Iara, só que ela acabou descobrindo isso, para não morrer ela matou seus irmãos e fugiu. Quando o pajé ficou sabendo do que Iara havia feito mandou fazerem uma busca até que então acharam ela, e mandou que a jogassem no encontro do Rio Negro e Solimões, mas os peixes ajudaram Iara transformando-a em uma sereia, dizem que até hoje ela habita o rio amazonas e enfeitiça os homens os quais ela quer como marido, no final fica sem ninguém, pois os homens morrem afogados, uma triste história, mas também tem uma versão em que Iara (uma índia muito bonita) é estuprada e assassinada no rio, os peixes revoltados com isso a transformam em sereia e para se vingar ela afoga todos os homens (que são atraídos pelo seu canto) no rio. Várias fotos de supostas sereias circularam pela internet, sendo que foi descoberto que era obra de um artista que aparentemente gostava de chocar as pessoas, logo isso não prova que elas existem, mas também não é prova de sua inexistência... Alguns consideram as Ondinas (leia “elementais da água”) sereias de água doce e que as sereias que vivem nas cachoeiras adaptam seu canto de acordo com o barulho da água que cai da cachoeira. Pode ser uma lenda, ou não, quem sabe? Bom, eu nunca vi uma sereia, mas antigamente elas também eram imortalizadas na forma de esculturas nas quais elas tinham uma cauda dupla e o sexo coberto com uma folha... Bem mais estranho.Cada um acredita no que quiser, mas eu não rejeito a possibilidade de existirem sereias, bom se acredito em anjos, por que não em sereias? Dêem sua opinião sobre o assunto, leiam outros dos nossos posts, conversem com seus vizinhos, comam,durmam, enfim... Até a próxima.

sábado, 28 de agosto de 2010

Lobisomens

Agora vamos tocar num ponto que ultimamente tem sido alvo de muito interesse, principalmente dos jovens,,São incontáveis as lendas sobre lobisomens, principalmente em cidades pequenas...Por isso não dá para colocar tudo num só post,,vou escrever o máximo que eu puder... Os lobisomens aparecem em muitas histórias antigas. Em algumas histórias, eles próprios se transformam em lobos. Podem conseguir isso se cobrindo com uma pele de lobo, bebendo água depositada em uma pegada de lobo ou esfregando um ungüento mágico sobre o corpo. Em outras lendas, as pessoas são transformadas pelo poder mágico de outras. Ou até, transformam-se involuntariamente quando ficam irritados, e há até quem diga que nas noites de lua cheia, quando vão dormir se transformam,saem vagando pela cidade como lobo e quando acordam não se lembram de nada.
Pelo mundo todo, lendas e superstições mostram o lobisomem como um personagem maligno. De acordo com antigas crenças, é um homem que possui a maldição ou poder de transformar-se em lobo durante a noite, em particular sob a influência da lua. Presumia-se que a maldição era contraída através da mordida de um outro lobisomem, ou amaldiçoada por um mago. A imagem mais comum é a de uma criatura do mal, percorrendo a noite em busca de vítimas, tanto animais quanto humanas. Os lobisomens, na maior parte das histórias, tentam comer as pessoas.E algumas lendas mais antigas, dizem que eles comem o coração da vítima. As pessoas que são ameaçadas pelos lobisomens usam vários métodos para trazê-los de volta à forma humana. Entre esses métodos incluem-se dizer o verdadeiro nome do lobisomem, bater três vezes na testa dele e fazer o sinal-da-cruz. De acordo com as histórias. As histórias sobre os lobisomens já foram muito comuns na Europa, com vários nomes, e se difunde no Brasil pelas vilas e roças. É um homem que se transforma em lobo ou cão.Aqui no Brasil geralmente é descrito como um homem recoberto de pêlos de lobo que, nas altas horas de Sexta-feira, sai à procura de suas vítimas, de quem bebe o sangue. Lendas de outras partes do mundo contam sobre pessoas que se transformaram em outras espécies de animais. Entre esses animais estão os tigres, em Mianmá e na Índia; as raposas, na China e no Japão; os leopardos, na África ocidental; e as onças, entre os índios da América do Sul. A palavra técnica para lobisomem é licantropo. Essa palavra vem do nome de um rei da mitologia grega, Licaão, que foi transformado em lobo pelo deus Zeus. Esse termo foi originalmente usado para descrever um homem capaz de transformar-se em um lobo, mas hoje é mais utilizada na psiquiatria para descrever um bem conhecido tipo de alucinação. É uma doença psicológica a qual o efeito é a crença, por parte do infectado, de que seja realmente um lobisomem. As lendas sobre Lobisomens tiveram início na França, no séc. XV. Mais de 30.000 ações judiciais contra Lobisomens aconteceram. E quase 100 delas foram executadas pois eles teriam cometido seus crimes na forma de um lobo. Na verdade esses pobres diabos eram apenas Lincantropos.
Não se sabe exatamente quando os Lobisomens apareceram. A primeira aparição deve ter ocorrido no século 5 a.C., quando os Gregos, estabelecidos na costa do Mar Negro, levaram estrangeiros de outras regiões para magos capazes de transformar a si mesmos em lobos. Os anciãos diziam que essa metamorfose tornava possível a aquisição da força e astúcia de uma fera selvagem. Por outro lado, a verdadeira e mais comum lenda dos Lobisomens nasceu em terras francesas.
De acordo com as lendas, existem quatro formas de alguém se tornar um Lobisomem. Elas vêm a seguir:

1a: Pela própria maldição, resulta em o que é chamado de Lobisomem Alpha, que pode ser visto como o primeiro Lobisomem de uma grande família. O desafortunado indivíduo ganha a perversa maldição por ter desafiado ou destruído um poderoso mago. Ele irá perceber que está amaldiçoado na primeira noite de lua cheia, depois do encantamento. A primeira metamorfose é a mais traumática e uma completa surpresa.

2a: Transmissão hereditária devido ao fato da criança do Lobisomem obter a mesma maldição de seu pai ou mãe. É exatamente o mesmo resultado de ser mordido por um Lobisomem. Se um Lobisomem decidir transmitir a maldição para outra pessoa, é suficiente que ele a morda. Mas normalmente, o Lobisomem irá considerar muito cruel amaldiçoar alguém dessa forma, então escolherá matar e devorar a vítima ou seu coração.

3a: Sobreviver à um ataque: Se alguém for mordido e sobreviver, ele vai dormir bastante nas próximas semanas enquanto a doença se propaga por seu corpo. Com a primeira lua cheia, a vítima vai descobrir seu novo e maléfico potencial e um incontrolável desejo de sangue (não limitado à humanos).

Hierarquia das Famílias

Diz a lenda que quando uma mulher tem 7 filhas e o oitavo filho é homem, esse menino será um Lobisomem. Também o será, o filho de mulher amancebada com um Padre.
Sempre pálido, magro e orelhas compridas, o menino nasce normal. Porém, logo que ele completa 13 anos, a maldição começa.
Na primeira noite de terça ou sexta-feira, depois do aniversário, ele sai à noite e vai até um encruzilhada. Ali, no silêncio da noite, se transforma em Lobisomem pela primeira vez, e uiva para a lua. Daí em diante, toda terça ou sexta-feira, ele corre pelas ruas ou estradas desertas com uma matilha de cachorros latindo atrás. Nessa noite, ele visita, 7 partes da região, 7 pátios de igreja, 7 vilas e 7 encruzilhadas. Por onde passa, açoita os cachorros e apaga as luzes das ruas e das casas, enquanto uiva de forma horripilante.
Antes do Sol nascer, quando o galo canta, o Lobisomem volta ao mesmo lugar de onde partiu e se transforma outra vez em homem. Quem estiver no caminho do Lobisomem, nessas noites, deve rezar três Ave-Marias para se proteger.
Para quebrar o encanto, é preciso chegar bem perto, sem que ele perceba, e bater forte em sua cabeça. Se uma gota de sangue do Lobisomem atingir a pessoa, ela também vira Lobisomem. Algumas lendas inglesas dizem que podem ser mortos por balas de prata,mas você não vai quebrar o encanto, dessa forma você vai matar a PESSOA que é um lobisomem.
Nomes comuns: Lobishomem, Licantropo, , Capelobo, Kumacanga (Pará), Curacanga (Maranhão), Hatu-Runa (Equador - América do Sul), El Chupasangre (Colômbia).
Na Roma antiga já era mencionado pelo historiador Plínio. Além de lobo, na Europa, ele, pode se transformar também em Jumento, Bode ou Cabrito Montês. Para virar Lobisomem, o homem se espoja numa encruzilhada onde os animais façam espoja dura. Conta-se que o Lobisomem, sai à procura de meninos pagões(mas isso, é por conta de que na época estavam em guerra com o paganismo) e, quando os encontra bebe seu sangue.
Quando a pessoa é branca, vira um cachorrão preto e quando é negro vira um cão branco. Para quebrar seu encanto, basta que alguém faça nele um pequeno ferimento do qual saia pelo menos uma gota de sangue. Ou ainda, o acerte com uma bala untada com cêra de vela que queimou em 3 missas de domingo ou Missa-do-Galo, na meia noite do Natal, isso quebra o encanto e a bala de prata o mata.

Sarah..

domingo, 15 de agosto de 2010

Um pouco de vampiros...


Seguindo a febre do momento, vou colocar algo sobre os tão interessantes vampiros, existem muitas lendas todas falando uma coisa diferente,com suas semelhanças e contrastes... Esse é só o início de um tópico instigante, vou mostrar coisas sobre os vampiros que foram se transformando por lendas ao longo do tempo...
Foi uma lenda grega. Na verdade pode-se afirmar que esse tenha sido o primeiro registro por escrito, pois as origens do mito se perdem séculos e séculos atrás quando a tradição oral prevalecia. Lendas sobre vampiros se originaram no oriente e viajaram para o ocidente através da Rota da Seda para o Mediterrâneo. De lá, elas se espalharam por terras eslavas e pelas montanhas dos Carpathos. Os eslavos têm as lendas mais ricas sobre vampiros. Elas estavam originariamente mais associadas aos iranianos e à partir do século VIII é que se espalharam por terras eslavas. Quase na mesma época em que essas histórias começaram a se difundir, iniciou-se o processo de cristianização da região, e as lendas de vampiros sobreviveram como mitos muitas vezes associados ao cristianismo.

Mais tarde, os ciganos migraram para o oeste pelo norte da Índia (onde também existem um certo número de lendas sobre vampiros), e seus mitos se confundiram com os mitos dos eslavos. Os ciganos chegaram na Transilvânia pouco tempo depois de Vlad Dracula nascer em 1431. O vampiro aqui era um fantasma de uma pessoa morta, que na maioria dos casos fora uma bruxa, um mago, ou um suicida.

Vampiros eram criaturas temidas, porque matavam pessoas ao mesmo tempo em que se pareciam com elas. A única diferença era que eles não possuíam sombra, nem se refletiam em espelhos. Além disso podiam mudar sua forma para a de um morcego, os tornavam difíceis de capturar e bastante perigosos. Durante a luz do dia dormiam em seus caixões, para à noite beber sangue humano, já que os raios eram letais para eles. O método mais comum era, pela meia noite, voar por uma janela na forma de um morcego e morder a vítima no pescoço de forma que seu sangue fosse totalmente sugado. Os vampiros não podiam entrar numa casa se não fossem convidados. Mas uma vez que eram poderiam retornar quando bem entendessem. Os vampiros eslavos não eram perigosos somente porque matavam pessoas, (muitos seres humanos também faziam isso) mas também porque suas vítimas, depois de morrerem, também se transformavam em vampiros. A característica mais temida dos vampiros era o fato deles serem praticamente imortais. Apenas alguns ritos podiam matar um vampiro como por exemplo: transpassar seu coração com uma estaca, decaptá-lo ou queimar seu sangue. Esse tipo de vampiro também é o mais conhecido, por ter sido imortalizado na figura do mais famoso vampiro de todos os tempos, o Conde Drácula, de Bram Stoker.

sábado, 14 de agosto de 2010

Um Post só para fadass


O Termo fada se originou do latim “fata”,plural de “fatum”, que significa destino. As fadas são seres de luz. São elas que se transformam nas cintilações quando a luz do sol bate na água. São a emoção de existir quando uma flor desabrocha, quando um bebê de qualquer tipo nasce ou quando um novo jogo é inventado e jogado. As fadas são o meio pelo qual a alegria é transmitida dentro de um sistema ou de um ser físico. Sua alegria clara e cintilante é intensa e espontânea.
As próprias fadas são pontos de beleza. Ao reconhecer a beleza de uma coisa, lugar ou acontecimento, vocês reconhecem a participação das fadas. Elas adoram coisas alegres - festas de aniversário, sinfonias no parque, jogos, brincadeiras e risos. O brotar, desabrochar, abrir, a maturidade e as sementes de uma flor para elas podem ser tão ricos como toda uma vida humana. Elas acrescentam alegria ao sadio e restauram o cansado.
Fala-se com fadas, assim como com duendes, por meio de gestos. Quando vocês molham seu jardim, suas fadas locais ouvem seu cuidado. Quando vocês inspiram a felicidade de estarem vivos ao sol, no vento, entre os aromas da primavera ou verão ou inverno ou outono, elas rodopiam alegremente à sua volta, como minúsculos insetos rodopiam e dançam no ar no fim das tardes. Elas adoram os sons de coisas vivas, desde rãs até pássaros, passando pelo zumbido dos insetos. Quando vocês apreciam o que está vivo, comunicam essa alegria diretamente a elas, que respondem com pequenos afagos cheios de deleite. Adoram crianças de todos os tipos. Lembram-se de que quando eram crianças, às vezes riam sem nenhuma "boa" (adulta) razão? As fadas estavam em sua aura, revigorando e avivando, fazendo reluzir sua beleza e rindo seus risos miúdos e poderosos de puro deleite.
Quando a pessoa é descuidada e desatenta ao lixo, ao próprio trabalho ou às próprias interações para com outras coisas vivas, elas ouvem a qualidade de seu alheamento, sua dor, talvez, ou sua apatia de espírito. Vocês podem pedir-lhes que os reanimem quando por um momento forem para fora. Podem pedir-lhes que renovem seu espírito quando se derem um momento sossegado. Embora as fadas prefiram de longe ficar ao ar livre, entram quando convidadas. Gostam de pequenas áreas de beleza: coleções de pedras ou cristais bonitos, uma fonte de mesa, um altar, uma coleção de plantas. Contudo, tendem a cair no sono se elas - ou a área bonita - não forem freqüentemente notadas. Ao tirar o pó de seu altar, vocês as despertam!

Invocações e Orações aos Elementais



Os elementaiss....Um assunto bastante interessante...Existem muitos livros que falam sobre o assunto, se interessados consultem o "Dogma e Ritual de alta magia"...Mas cuidado, esse não um livro que deve ser lido por pessoas sensíveis,então pense beem eh serio, pode impressionar. Nele tem mais explicações sobre orações e invocações dos elmentais(Note que também não é aconselhada a invocação dos elementais, contida no livro, a menos que já seja iniciado na magia)
Aí vão alguns tipos de orações e invocações....
INVOCAÇÃO AOS SILFOS

Eu vos saúdo, Silfos
Que constituís a representação do ar e dos ventos,
Portadores das mensagens para toda a terra,
Eu deposito em vós a minha confiança,
Pois meus pensamentos, são sempre positivos,
Voltados para o amor de todas as coisas existentes.
Fazei de mim a imagem do esplendor da luz.
Fazei deste pensamento, meu milagre!
Mestres do ar, Eu vos saúdo, fraternamente.
Amém.

ORAÇÃO DOS SILFOS
"Espírito de sabedoria, cujo sopro dá e retoma a forma de todas as coisas; tu, diante de quem a vida dos seres é uma sombra que muda e um vapor que passa; tu, que sobes às nuvens e que caminhas nas asas dos ventos; tu, que expiras, e os espaços sem fim são povoados; tu, que aspiras, e tudo o que de ti vem a ti volta: movimento sem fim da estabilidade eterna, sê eternamente bendito. Nós te louvamos e te bendizemos no império móvel da luz criada, das sombras, dos reflexos e das imagens, e aspiramos incessantemente à tua imutável e imperecível claridade. Deixa penetrar até nós o raio da tua inteligência e calor do teu amor: então o que é móvel ficará fixo, a sombra será um corpo, o espírito do ar será uma alma, o sonho será um pensamento. E nós não seremos mais arrastados pela tempestade, porém seguraremos as rédeas dos cavalos alados da manhã e dirigiremos o curso dos ventos da tarde, para voarmos diante de ti. Ó espírito dos espíritos, ó alma eterna das almas, ó sopro imperecível de vida, ó suspiro criador, ó boca que aspiras e expiras a existência de todos os entes, no fluxo e refluxo da tua eterna palavra, que é o oceano divino do movimento e da verdade. Amém."

ORAÇÃO DAS FADAS
Espírito de sabedoria, cujo sopro dá e retorna a forma de todas as coisas; tu, diante de quem a vida dos seres é uma sombra que muda e um vapor que passa; tu que sobes às nuvens e que caminhas nas asas dos ventos; tu que expiras, e os espaços sem fim são povoados; tu, que aspiras, e tudo o que de ti vem a ti volta: movimento sem fim na estabilidade eterna, sê eternamente bendito. Nós te louvamos e te bendizemos no império móvel da luz criada, das sombras, dos reflexos e das imagens, e aspiramos incessantemente à tua imutável e imperecível claridade. Deixa penetrar até nós o raio da tua inteligência e o calor do teu amor: então o que é móvel ficará fixo, a sombra será um corpo, o espírito do ar será uma alma, o sonho será um pensamento. E nós não seremos mais arrastados pela tempestade, porém seguraremos as rédeas dos cavalos alados da manhã e dirigiremos o curso dos ventos da tarde, para voarmos diante de ti. Oh espírito dos espíritos, Oh alma eterna das almas, Oh sopro imperecível de vida, Oh suspiro criador, Oh boca que aspiras e expiras a existência de todos os entes, no fluxo e refluxo da tua eterna palavra, que é o oceano divino do movimento da verdade..

INVOCAÇÃO ÀS SALAMANDRAS
Eu vos saúdo, Salamandras,
Que constituís a representação do elemento fogo.
Peço, que com vosso trabalho,
Forneçais a mim poder de resolver tudo,
De acordo com vossa vontade,
Alimentando meu fogo interno,
Aumentando minha chama trina do coração
E assim formar um novo universo.
Mestres do fogo, Eu vos saúdo fraternalmente.
Amém.

(Invocar nas primeiras luzes do sol. Caso isto não seja possível, é necessário que o elemento fogo esteja presente. O mais indicado é o uso da vela. Esta invocação é feita para se ter mais força de vontade, coragem, vigor, entusiasmo e bons empreendimentos. Atua no trabalho e na espiritualidade.)

ORAÇÃO DAS SALAMANDRAS.
"Ó Imortal, Eterno, Inefável e Iincriado Pai de todas as coisas, conduzido no carro que desliza sem cessar pelos mundos que dão sempiternas voltas; dominador das imensidades etéreas, onde está ereto o trono do teu poder, sobre o qual teus olhos formidáveis descobrem tudo e teus belos e santos ouvidos escutam tudo, atende aos teus filhos, que amaste desde o nascimento dos séculos; porque a tua dourada, grande e eterna majestade resplandece acima do mundo e do céu das estrelas; estás elevado acima delas, ó fogo faiscante; aí, tu te acendes e te conservas a ti mesmo pelo teu próprio esplendor, e saem da tua essência regatos inesgotáveis de luz, que nutrem teu espírito infinito. Este espírito infinito alimenta todas as coisas e faz tesouro inesgotável de substância pronta à geração que elabora e que se apropria das formas de que a impregnaste desde o princípio. Deste espírito tiram também sua origem estes reis mui santos que estão ao redor do teu trono e que compõem a tua corte, ó Pai universal! ó único! ó Pai dos felizes mortais e imortais."
"Criaste, em particular, potências que são maravilhosamente semelhantes ao teu eterno pensamento e à tua essência adorável; tu as estabeleceste superiores aos anjos, que anunciam ao mundo as tuas vontades; enfim, nos criaste na terceira ordem no nosso império elementar. Aqui, o nosso contínuo exercício é louvar e adorar os teu desejos; aqui, ardemos incessantemente aspirando possuir-te. Ó pai! ó mãe! ó mais terna das mães! ó arquétipo admirável da maternidade e do puro amor! ó filho, flor dos filhos! ó forma de todas as formas, alma, espírito, harmonia e número de todas as coisas! Amém."

INVOCAÇÃO ÀS ONDINAS
Eu vos saúdo, Ondinas,
Que constituis a representação do elemento água.
Conservai a pureza da minha alma,
Como o elemento mais precioso
Da minha vida e do meu organismo.
Fazei-me pleno de sua criação fecunda,
E dai-me sempre intuição de forma nobre e correta.
Mestres da água, eu vos saúde fraternalmente.
Amém.

ORAÇÃO DAS ONDINAS.
"Rei terrível do mar, vós que tendes as chaves das cataratas do céu e que encerrais as águas subterrâneas nas cavernas da terra; rei do dilúvio e das chuvas da primavera, a vós que abris as nascentes dos rios e das fontes, a vós que ordenais à umidade, que é como o sangue da terra, de tornar-se seiva das plantas, nós vos adoramos e vos invocamos. A nós, vossas móveis e variáveis criaturas, falai-nos nas grandes comoções do mar e tremeremos diante de vós; falai-nos também no murmúrio das límpidas águas, e desejaremos o vosso amor.
Ó imensidade na qual vão perder-se todos os rios do ser, que sempre renascem em vós! Ó oceano das perfeições infinitas! Altura que vos mirais na profundidade; profundidade que exalais na altura, levai-nos à verdadeira vida pela inteligência e pelo amor! Levai-nos à imortalidade pelo sacrifício, a fim de que sejamos considerados dignos de vos oferecer, um dia, a água, o sangue e as lágrimas, para remissão dos erros. Amém."

INVOCAÇÃO AOS GNOMOS
Eu vos saúdo, Gnomos,
Que constituis a representação do elemento Terra.
Vós que constituís a base e fortaleza da Terra,
Ajudai-me a transformar, a construir todas as estruturas materiais,
Assim como uma raiz fortifica a árvore frondosa.
Gnomos, possuidores dos segredos ocultos,
Fazei-me perfeito e nobre, digno do vosso auxilio.
Mestres da Terra, Eu vos saúdo fraternalmente.
Amém.

ORAÇÃO DOS GNOMOS

"Rei invisível, que tomaste a terra para apoio e que cavaste os seu abismos para enchê-los com a vossa onipotência; vós, cujo nome faz tremer as abóbadas do mundo, vós que fazeis correr os sete metais nas veias das pedras, monarca das sete luzes, remunerador dos operários subterrâneos, levai-nos ao ar desejável e ao reino da claridade. Velamos e trabalhamos sem descanso, procuramos e esperamos, pelas doze pedras da cidade santa, pelos talismãs que estão escondidos, pelo cravo de imã que atravessa o centro do mundo. Senhor, Senhor, Senhor, tende piedade dos que sofrem, desabafai nossos peitos, desembaraçai e elevai nossas cabeças, engrandecei-nos. Ó estabilidade e movimento, ó dia envolto na noite, ó obscuridade coberta de luz! ó senhor, que nunca retendes convosco o salário dos vossos trabalhadores! ó brancura argentina, ó esplendor dourado! ó coroa de diamantes vivos e melodiosos! vós que levais o céu no vosso dedo, como um anel de safira, vós que escondeis em baixo da terra, no reino das pedrarias, a semente maravilhosa das estrelas, vivei, reinai e sede eterno dispensador das riquezas de que nos fizestes guardas. Amém."

Elementais da Terra

O elemento da TERRA é vital para a produção de alimentos, afim de que a humanidade possa formar corpos perfeitos, os quais são suas manifestações neste planeta, para as atividades espirituais e cósmicas. Vemos a ação benéfica da terra nas lindas paisagens, na vida dos pássaros, nas flores, nos belos minerais e naturalmente na produção dos vegetais. Sua ação destruidora é demonstrada nos desmoronamentos, vulcões em atividade e terremotos. Os elementais da terra são os GNOMOS e os DUENDES.
Gnomos - Considerados os guardiães dos minerais, com a capacidade de perceber e sintonizar o fluxo de crescimento destes minerais (das rochas), propiciando a sua manifestação e evolução, chegando a transformar a rocha em cristal. A teoria baseia-se no princípio das assências elementais. A rocha (essência elétrica comprovada) permitiu a manifestação da essência elemental (suposta) que impulsionada gerou o cristal.
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Duendes - Seguem o mesmo processo, só que no reino vegetal onde denominam e atuam, propiciando um ciclo de desenvolvimento adequado. Estão ligados à terra energeticamente e influem no curso natural de uma planta por eles regida.

Os domicílios dos elementais da terra são as matas fechadas, rochas e também as margens das lagoas. Como os seus corpos são feitos de substância etérea fina, eles conseguem atravessar os corpos sólidos, como nós atravessamos o ar.
Geralmente possuem suas moradias dentro da terra, próximas à superfície. Vivem em casas e têm a faculdade de atravessar portas e janelas fechadas. Acompanham a vida familiar com muito interesse, mas para os humanos são invisíveis.
Cuidam das flores e plantas, árvores e arbustos com muito amor e alegram-se vendo cada flor que desabrocha. Os gnomos são atraídos pelas pessoas amáveis e dóceis. Brigas, desordem e falta de harmonia são para eles um suplício. O tamanho dos gnomos varia entre 40 e 100cm. Sua aparência assemelha-se muito à dos humanos. Eles adoram, como todos os seres da natureza, imitar os humanos e espelham tudo o que vêem - seja bom ou não.

"Cada planta é uma estrela terrestre. Suas propriedades celestes, estão escritas
sobre as cores de suas pétalas e, suas propriedades terrestres, na forma de suas folhas.
Toda a magia está contida nelas; em seu conjunto, todas as potências dos Astros."
Paracelso

Elementais da Água

O elemento da Água está relacionado com o corpo emocional, e de sua depuração resulta a pureza deste corpo. No plano físico, é um grande agente de limpeza e um dos muitos fatores necessários para contrabalançar as condições da atmosfera e da produção agrícola. Sua atividade destrutiva é demonstrada em enchentes, furacões e afogamentos, nos quais perecem homens e animais.
A manifestação de que este elemento, bem como todos os outros podem ser controlados foi demonstrado pelo Mestre Ascensionado Jesus, quando Ele acalmou as águas turbulentas do mar da Galiléia. Os elementais das águas são as ondinas, sereias e ninfas (tritons, naiades).
Ondinas - Vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas sobre as águas e nos musgos. São reconhecidos por terem o poder de retirar das águas a energia suficiente p/ a sua luminosidade, o que permite ao homem, por muitas vezes, percebê-los em forma de um leve "facho de luz". Assim como os gnomos estão limitados em sua função aos Elementos da terra, as Ondinas, os elementais da água, funcionam na essência invisível e espiritual chamada éter úmido. A beleza parece ser uma característica comum dos espíritos da água. Onde quer que as encontremos representadas na arte e na escultura, são sempre cheias de graça e simetria. Controlando o elemento água - que sempre foi um símbolo feminino – é natural que os espíritos da água sejam com mais freqüência simbolizados como fêmeas. Existem muitos grupos de Ondinas. Algumas habitam cataratas, onde podem ser vistas entre os vapores; algumas, vivem nos riachos, nas fontes, no orvalho das folhas sobre as águas e nos musgos; outras tem o seu habitat nos pântanos, charcos e brejos, entretanto outras, ainda, vivem em claros lagos de montanha. Em geral quase todas as ondinas se parecem com seres humanos na forma e tamanho, embora aquelas que habitam os rios e fontes tenham proporções menores. Normalmente elas vivem em cavernas de corais ou nos juncais à margem dos rios ou das praias. As Ondinas servem e amam sua rainha, Necksa. Elas são antes de tudo seres emocionais, amigáveis para com a vida humana e que gostam de servir à humanidade. Às vezes são representadas cavalgando golfinhos marinhos e outros peixes grandes, e parecem ter um amor especial pelas flores e plantas, às quais servem de maneira tão devotada e inteligente quanto os gnomos. Os antigos poetas diziam que as canções das ondinas eram ouvidas no vento oeste e que sua vidas eram consagradas ao embelezamento da Terra material.
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Sereias - São elementais conhecidos como metade mulher e metade peixe, delicados e sutis, com o poder de encantar e hipnotizar o homem com seu canto. Vivem no mar.
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Ninfas - São elementais que se assemelham às ondinas, porém um pouco menores e de água doce. Apresentam-se geralmente com tons azulados, e como as ondinas maiores, emitem suas vibrações através de sua luminosidade. A diferença básica entre uma e outra, encontra-se na docilidade e beleza das ninfas, que parecem "voar" levitando sobre as águas em um balé singular.

Elementais do Fogo

O elemento do Fogo é o mais importante, pois ele é uma expressão do Fogo Sagrado, de onde procedem a Chama Violeta e suas congêneres. Uma de suas atividades construtivas, no plano físico, é purificar através da incineração de detritos e de corpos humanos, a qual permite o retorno dos respectivos elementos ao Sol, para uma repolarização. A atividade destrutiva do fogo é demonstrada na queima de construções e florestas e também em relâmpagos, na tempestade e no uso de armas de fogo, bombas etc..
"Fogo, meu espírito..."
No Sol, nas estrelas, nas fogueiras ou nas brasas, no nosso coração... sentimos a luz da vida. O fogo é o elemento das transmutações, da transformações. Sua força luminosa indica o caminho que deve ser seguido por aquele que conhece os ensinamentos do Universo. O fogo é a chama que, acesa dentro de nós, faz brilhar nossa aura e nossos olhos, revelando a força de nosso espírito. Ele conduza cada um à sabedoria interior.
Os Xamãs pedem ajuda ao Avô Fogo, como é chamado pelos índios, quando é hora de trabalhar as mudanças. O fogo auxilia no processo de limpeza também, o velho cedendo lugar ao novo. A Sauna Sagrada é um dos lugares usados, pelos Xamãs, nos processos de cura pelo fogo..
As Salamandras, ou Espíritos do fogo, vivem no éter atenuado e espiritual que é O invisível elemento do fogo. Sem elas, o fogo material não pode existir.
Elas reinam no fogo com o poder de transformar e desencadear tanto emoções positivas quanto negativas. As Salamandras, segundo os especialistas, parecem bolas de fogo e que podem atingir até seis metros de altura. Suas expressões, quando percebidas, são rígidas e severas. Dentro de todas as formas energéticas (o fogo, a água e o mineral), estes seres adquirem formas capazes de desenvolver pensamentos e emoções. Esta capacidade derivou do contato direto com o homem e da presença deles em seu cotidiano. Por tal motivo, as Salamandras desenvolveram forças positivas, capazes de bloquear vibrações negativas ou não produtivas, permitindo um clima de bem estar ao homem.
O homem é incapaz de se comunicar adequadamente com as Salamandras, pois elas reduzem a cinzas tudo aquilo de que se aproximem. Muitos místicos antigos, preparavam incensos especiais de ervas e perfumes, para que quando queimados, pudessem provocar um vapor especial e assim formar em seus rolos a figura de uma Salamandra, podendo assim sentirem sua presença. Paracelso afirma que muitas Salamandras são vistas na forma de bolas ou línguas de fogo correndo através dos campos ou irrompendo nas casas. Para muitos aqui no Brasil, costuma- se chamar estas aparições de "fogo - santelmo". Mas, a maioria dos místicos, afirma que as Salamandras são Seres gigantes, imponentes e flamejantes em roupas fluidas, com uma armadura de fogo. Elas são as mais poderosas dos elementais e têm como seu regente um magnífico espírito flamejante chamado Djim,terrível e aterrorizante na sua aparência. Os antigos sábios sempre foram advertidos para manter- se à distância delas, pois os benefícios derivados do seu estudo freqüentemente não eram proporcionais ao preço que se pagava por eles. Elas possuem especial influência sobre as criaturas de temperamento ígneo e tempestuoso. Tanto nos animais como no homem, as Salamandras trabalham através da natureza emocional por meio do calor corpóreo,do fígado e da corrente sanguínea. Sem sua assistência,não haveria calor.

Elementais do Ar


Elementais do ar são os que reinam pelo ar e ventos. São os silfos (silfídes), fadas e hamadríades. Eles são os mais elevados de todos os elementais, já que seu elemento nativo é o de mais alta taxa vibratória. Vivem centenas de anos, freqüentemente atingem um milênio de idade e nunca parecem envelhecer. A líder dos silfos é chamado Paralda e afirma-se que vive na mais alta montanha da Terra. Alguns acreditam que os Silfos se reúnem em torno da mente de um sonhador, dos artistas, dos poetas,e os inspiram com seu conhecimento íntimo das maravilhas e obras da natureza. Seu temperamento é alegre, mutável e excêntrico. A eles atribuem a tarefa de modelar os flocos de neves e arrebanhar as nuvens, tarefa esta de desempenham com a ajuda das Ondinas, que lhes fornecem a umidade. .
Hama
dríades - Estes seres do ar estão ligados aos espíritos da natureza, especificamente às árvores, onde fazem a sua morada permanecendo ligados desde o nascimento até a morte. Na sua forma natural, irradiam um amarelo-esverdeado, podendo ser percebidos pelo homem, por sua luz delicada e um brilho levemente cintilante.

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Fadas - As fadas são uma "espécie" de Devas dos vegetais e estão diretamente ligadas à terra e ao ar. Fisicamente são pequenas e ágeis, irradiando-nos um brilho luminoso esbranquiçado, lembrando-nos um núcleo, um bloco de energia pura. São elementais que têm percepções naturais da sensibilidade e da harmonia da vida. São leves e sutis a ponto de realizarem trabalhos minuciosos, como o de preencher uma flor colocando-lhe as pétalas.
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Silfos ou Sílfides- Estes elementais reinam no ar, nos ventos, sendo os que mais se assemelham aos anjos. Têm uma capacidade intelectual sensível, chegando a favorecer o homem na sua imaginação. São reconhecidamente belos, assumindo vários tons de violeta e de rosa. As lendas contam que são os sílfos que modelam as nuvens com suas brincadeiras, para embelezar o dia-a-dia do homem na Terra.