EGUN
O
termo Egun é a terminação do nome de Ameiyegun, contudo, hoje em dia são
conhecidos mesmos como Egun ou Egungun – ancestrais da sua família ou
comunidade- por tal motivo não se escreve Egun com “m” ao final.
Originalmente, a palavra Egun é
da língua Yorubá (Nigéria) e significa
desencarnado, espírito, alma. Pode ser um espírito sem luz, brando e calmo ou
pode ser um espírito sem luz, ruim, zombeteiro, confuso.
Para os
Yorubás, a morte não é o fim da vida, pois acreditam que através da
reencarnação podem viver novamente em um de seus descendentes. Creem que a vida
e a morte alternam-se em ciclos, voltando o morto ao mundo dos vivos,
reencarnando em algum membro da própria família. A morte está contida na
própria vida e não se separam.
Segundo a simbologia
Yorubá, o Egun é a morte que
volta à terra visível aos olhos dos vivos na comunidade espírita (normalmente
Terreiro) pelas mãos dos sacerdotes munidos de um instrumento invocatório, um cajado
chamado Ixan, que,
quando batido três vezes no chão ou na terra, faz com que a morte se torne
vida. Assim, o Egun está de
novo “vivo”.
Nos rituais, o Egun é materializado por uma fantasia adornada com as tiras de
pano, e nele não se pode tocar, pois um simples esbarrão nessas tiras é altamente
maléfico e danoso, inclusive para os sacerdotes que só podem fazer por meio do
Ixan. Tal aparição, é cercada
de grande mistério, diferentemente de culto a outras entidades, cujo o transe
acontece durante as cerimônias próprias. Já os Egunguns (como também são
conhecidos os Egúns) simplesmente surgem no salão, causando espanto aos
presentes. Apresenta-se, como citado acima, com uma forma corporal humana
totalmente recoberta por uma roupa de tiras multicoloridas, que caem da parte
superior da cabeça formando uma grande cortina de panos, não podendo ver quem
está sob a roupa. Os Egúns falam com uma voz rouca ou metálica e estridente,
bem diferente da voz humana.
Os espíritas
não praticantes das religiões africanas, acreditam que os Egúns são espíritos
que ainda não adquiriram um grau de consciência e às vezes nem mesmo sabem que
estão desencarnados. Que, normalmente, podem se tornar obsessores quando se
ligam a algum encarnado para, por exemplo, vivenciar seus vícios materiais
(álcool, droga, sexo, etc..) ou por não admitir se afastar de algum encarnado
(esposa, filhos, amigos) ou ainda para se vingar de seus inimigos, manipulando
atitudes e pensamentos da vítima encarnada.
Ainda para os
espíritas, quando um Egun entra no campo vibratório de um encarnado, ele irá
sugar a sua energia vital. As pessoas obsidiadas pelos Egúns irão ser
“vampirizadas” por eles e não terão consciência disto. Se descoberto ou se
suspeitar de influência de Egúns, deve-se mudar a frequência do campo
vibratório para que este obsessor não consiga mais perturbar e se desligue da
vítima. A primeira atitude é alinhar o pensamento com energias boas. Não pensar
em morte, depressão, derrotas, traições, luxúrias... nada que alimente os Egúns
com a energia vibratória do pensamento NEGATIVO.
Suspeita-se de se estar sob influência de Egúns quando sentir uma forte apatia, sentimento de derrota, vazio, não saber mais o que quer direito, angústia, frio, sono, fraqueza, dores pelo corpo, calafrios, indisposição, sentimentos inconstantes, medos: de amar, do futuro, de ser feliz, de ser enganado... Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.
Mas se não houver mudança de postura e atitudes, de nada adiantará qualquer atitude para afastar os Egúns. O pensamento produz o campo vibratório negativo ou positivo.
A oração
e os mantras, pensamentos positivos, elevam a vibração energética da vítima e consequentemente,
eleva a do Egun obsessor, possibilitando que entidades de luz se aproximem e o
esclareça, fazendo-o ter consciência da sua condição. Na linha do Yorubá,
qualquer entidade da linha irá identificar a atuação de um Egún e afastá-lo, até
mesmo à força, do convívio do encarnado. Ele será enviado a uma “colônia espiritual”
de esclarecimento ou será entregue a um Exu (entidade), que através da Lei
Maior irá fazê-lo expurgar seus “pecados”.
Normalmente, a entidade esclarece à vítima a forma que este Egun foi
atraído para a sua vida e através de conselhos, mostrar quais atitudes,
sentimentos e pensamentos devem ser
modificados para que isto não se repita novamente. Poderá indicar um banho para
limpar sua aura e talvez alguma oferenda para absorver alguma energia que ficou
esvaída. Contudo, como foi dito no início do post, muitos Egúns não fazem mal e nem trazem consequências ruins
para as pessoas, são mansos e pacíficos.
O dito banho de ervas
não permite o acoplamento de energias negativas ou mesmo limpa a aura dos que
estão sob influência de Egúns. Para liberação de Egúns, toma-se uma banho,
por 7 dias, do pescoço para baixo e após o banho higiênico à noite, de um chá
morno constituído por Manjericão /
Hortelã-pimenta Comigo-ninguém-pode / Guiné / Arruda / Alecrim / Espada de São
Jorge . Acende uma vela branca para seu anjo de guarda e faz as orações
habituais.
Para os espíritas, normalmente a atuação dos
Egúns não chegam para o encarnado através de magia negra; em sua maioria foi a
lei da atração. Então, você é o guardião do seu espírito e condutor da sua vida,
cuidado com o que você pensa ou com o que você faz.
Muitas pessoas que seguem as religiões africanas,
fazem oferendas aos Egúns para que lhes auxiliem em alguns setores de suas
vidas, tais como as relacionadas abaixo:










































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