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sábado, 8 de setembro de 2012

Folclore sobre Hitodama (alma humana) - 人魂 (ひとだま)

Segundo o folclore japonês, os espíritos dos recém-falecidos tomam forma de uma bola de fogo que brilha amarela, azul-pálida ou branca como a lua, às vezes carregando caudas azuis com elas. A isso eles dão o nome de Hito- Dama (Hitodama) “人魂 (ひとだま)”, que significa: “alma humana” / “bola humana” ou algo do gênero. Acredita-se que tal bola de fogo pode ser vista na hora em que a pessoa morre e seu espírito desencarna do corpo ou em túmulos no cemitério durante o verão. O Hitodama cai ao chão ou desaparece rapidamente logo depois de visto, deixando um resíduo espumoso no que ele tocar. Os cientistas explicam o Hitodama como produto da decomposição da matéria orgânica, típico de quando algum ser vivo morre.  Também se acredita que tal fenômeno é responsável por fazer aqueles que viajam em estradas de noite se perderem. Sobre esse tipo de chama que distrai motoristas também existem outras lendas; uma delas é a lenda inglesa do HinkyPunk, que é um espírito maldoso que se diverte distraindo os motoristas, muitas vezes causando acidentes ou deixando-os perdidos.  O HinkyPunk age acendendo uma tocha que atrai os viajantes, só que ao tentar chegar a sua origem, eles acabam sendo levados a penhascos, batem em árvores ou caem em valas. No Brasil esse fenômeno pode ser chamado também de “Fogo Corredor” o u “Fogo-Fátuo”  e é explicado cientificamente como uma inflamação natural que ocorre em brejos. 

domingo, 22 de julho de 2012

Salamandras do Fogo

O nome Salamandra vem do grego e significa: lagarto do fogo (apesar da salamandra científica ser um anfíbio, não um lagarto). A Salamandra é conhecida por ser um Elemental que domina o fogo e por isso representa a direção Sul e a Lua Cheia. O nível de poder desse Elemental varia de um mito para outro: Algumas vezes eram vistos como resistentes ao fogo ou como “ateadores” de fogo, outros diziam que eles viviam entre as chamas, também era dito que eles nasciam no fogo natural ou até mesmo quando “assopradores de vidro” queimavam fogo em seus fornos por sete dias e noites.
Alguns mitos trazem que as Salamandras ensinaram o ser humano antigo a usar o fogo. O conceito de Elemental, e o termo Salamandra, foi declarado por Paracelsus que foi um grande físico no século XVI. Desde então, essa atribuição às Salamandras começou a ser usada pelos que faziam parte da Rosacruz e pelos Alquimistas

ORIGEM:
A Salamandra “real” (Salamandra salamandra) é um ser que hiberna em troncos, sendo conhecidas pelos antigos por serem acordadas quando jogadas no fogo e então elas iriam – aparentemente – “surgir” por entre as chamas. Os povos dos vilarejos de tempos passados, quando tocavam fogo em árvores e viam as salamandras acordarem e saírem dos troncos, deduziam – inocentemente – que o fogo havia dado vida àquelas criaturas (não percebendo que elas fugiam dos troncos para se salvar), e está é a conexão delas com o Elemental Salamandra.

Comumente conhecidas como “St. Elmo's Fire”, Salamandras poderiam produzir campos elétricos de energia e às vezes até criando órbitas brilhantes de fogo. É acreditado também que as Salamandras poderiam causar nos seres humanos ondas de emoção e energia poderosíssimas, por isso são bastante reverenciadas em rituais mágicos. Entretanto esse poder é também temido, pois as emoções causadas são excessivamente apaixonantes e fortes para meros mortais. Os magos que usam estes seres para o mal devem tomar cuidado com a responsabilidade que isto traz, pois tais seres procuram por livre-arbítrio e quando usados para o  mal fazem questão de punir o praticante na mesma medida de crueldade que ele obrigou a Salamandra usar em sua vítima. Para tornar-se “rei dos elementos ocultos” ou senhor(a) deles a ponto de utilizá-los em Magia Negra, é bastante complicado, tendo que passar por provas de coragem, mostrando que não teme o fogo enfrentando um incêndio, atravessando alturas enormes se equilibrando sobre um tronco de árvore, escalar uma montanha numa tempestade e nadar numa cachoeira forte ou num redemoinho gigante. A força do fogo, todavia, não deve ser vista como maligna e destruidora, porque não é bem assim; toda magnificência e corrente energética produzida pelas Salamandras podem ser utilizadas por causas boas em feitiços ou orações, sendo inclusive uma coisa boa ofertar oferendas a estes Elementais.
Outros contos anciãos, dizem que as Salamandras vivem em vulcões. Um vulcão inativo indica Salamandras contidas ou adormecidas. A erupção se dá por conta da ocorrência da ira das Salamandras e suas línguas de lava vêm para lamber tudo que se meter em seus caminhos.

FORMA E APRESENTAÇÃO:
Quanto a sua forma, há divergências. Alguns creem que elas se apresentam como lagartos vermelhos e pretos, outros acreditam que elas podem aparecer na forma de humanos magros em vulcões. Segundo *Monica Buonfiglio: “elas vivem no éter atenuado, sem formas definidas, não passando de contornos esfumaçados. (...) Até mesmo quando acendemos um fósforo podemos sentir sua presença”.
As Salamandras são vistas pelos humanos como devastadoras num incêndio, mas para a natureza elas estão apenas felizes e dançando com suas chamas sobre a floresta, sendo apenas parte de um ciclo infinito de morte e vida e não seres malévolos e lesivos como podem pensar.
As Salamandras, também são muitas vezes associadas aos signos do fogo. Aqui estão algumas características relativas ao fogo e às Salamandras, sendo particularidades simbólicas para esses seres:


- Sufocantes
- Festivos
- Vivos
- Audaciosos
- Apaixonados (e apaixonantes)
- Impetuosos
- Comandantes
- Selvagens
- “Energizantes” (energéticos).
- Poderosos
- Autoritários

* “Histórias, Dicas e Magias” (Volume 2).

Fonte 1



Outro: "Dogma e Ritual de Alta Magia" - Eliphas Lévi

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Magia e Mitologia acerca dos Corvos

Os celtas acreditavam que o Corvo era um presságio de morte e conflito, sendo também associado a transformações mortais. Outra crença era que os pássaros eram fadas que se transformavam para criar problemas. Apesar disso outras qualidades mágicas também eram atribuídas a eles, como por exemplo: A sabedoria, mutação de forma física, eloquência, profecia, ousadia, habilidade, astúcia, esperteza e roubos. Na Idade Média, as pessoas criam que praticantes de Magia Negra e bruxas usavam o símbolo do pé do corvo para lançar feitiços de morte.
Já na cultura nativa da América do Norte, apesar de não parecer, o corvo não era um mau sinal. Não há informações de nenhuma tribo americana onde os corvos eram vistos como presságios de morte. Com certeza, o oposto; corvos eram (e ainda são) considerados símbolos de boa sorte por muitas tribos. No folclore Nativo Americano, a inteligência dos corvos geralmente é colocada como sua característica mais importante. Em algumas tribos, o corvo é confundido com o pássaro “raven”, um parente do corvo que compartilha muitas das mesmas características.  Um dos Espíritos de Corvo representados na mitologia Nativo Americana é o Corvo Mãe.
A maior parte das tradições europeias vê o corvo como sinal de morte e problemas, enquanto as culturas ameríndias acreditam que os corvos eram tanto um símbolo sagrado quanto um símbolo de esperteza. Eles podem ser ensinados a se comunicar com pessoas e a contar. Corvos são travessos e gostam de roubar itens brilhantes, mas são desconfiados e tímidos. Alguns corvos vivem em bandos, fazendo ninhos nas copas das árvores. Existem sentinelas que avisam do perigo. Esses animais têm uma linguagem complexa. Outros corvos são solitários ou vivem em pares. Eles matarão animais doentes e comerão as carcaças que encontrarem o que pode ser visto como um auxílio ecológico. Eles são chamados de diferentes nomes na Grã-Bretanha, tais como: “Carrion Crows”, “Rooks” ou “Jack Daws”. Apesar de raros, corvos brancos já foram encontrados.

Lendas de tribos americanas sobre corvos:
- “O Corvo Arco-Íris”
- “Como o Corvo Ficou Preto”
-“Irmão Corvo e Irmão Búfalo”
- “Os Potes Mágicos” é uma história dos índios Chippewa sobre crianças desobedientes que se transformaram em corvos.
-  “Quando Os Animais Deixaram a Terra de Lenapé” é uma lenda dos índios Lenapé sobre gigantes e corvos que ensinaram às pessoas uma lição de respeito aos animais.
- “A Criação do Mundo”

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tipos de Bruxas



Bruxas e bruxos pelo mundo cultuam a Deusa e o Deus, mas o interessante é que não há apenas uma maneira de o fazer. Acompanhem a seguir diferentes estilos de bruxas:

Bruxaria (Bruxas) Cerimonial (ais): São as bruxas que praticam bruxaria focando na Magia Cerimonial, geralmente enfatizando a Magia Cabalística e Egípcia. Costumam combinar disciplinas.

Bruxas Ecléticas: Estas não escolhem uma Tradição em si, mas tentam aprender com diferentes religiões e tradições procurando meios de suprimir suas necessidades. Não se prendendo à uma só crença, utiliza-se da que mais lhe servirá no momento.


Bruxa Verde (Não confunda com a Fada Bruxa): Basicamente sentem a necessidade da utilização da natureza, seja por meio de artigos provenientes dela ou de praticar magia em meio a natureza. A Bruxa Verde quer se comunicar com a Mãe Natureza extraindo energia desta.


Fada Bruxa: Elas são Bruxas Ecléticas, só que procuram se conectar com espíritos da natureza e povos do País das Fadas durante seus trabalhos mágicos.

Bruxa Xamã: Nas aldeias representam os limites (e conexão) deste mundo com o outro. Podem ser curandeiras e parteiras. Tem tendência a viajar ao "Outro Mundo", sendo representantes espirituais na Terra.

Bruxas Hereditárias: São bruxas de ascendência pagã cuja família possui tradição de bruxas, sendo estas ensinadas "Os Velhos Caminhos" diretamente por uma de suas ascendentes (mãe, avó, tia, bisavó etc.). Entretanto existem pessoas que nascem em famílias de tradição bruxa, mas que não são, pois é preciso da parte da pessoa uma aceitação e conscientização do que é necessário para ser uma bruxa.

Bruxas de Cozinha: Utilizam elementos culinários para trabalhar em suas magias e rituais. Elas trabalham a natureza na cozinha de forma que tornam o lar um ambiente próspero e seguro.

Bruxas Solitárias: Sendo bastante comuns, as bruxas solitárias praticam sozinhas suas magias, sem a companhia de um coven, não seguindo uma Tradição específica. Podem ser bruxas que práticaram magia nas vidas passadas e depois da puberdade é despertada a atração pela Arte. Ou podem ser também bruxas iniciadas por Covens, mas que depois desligam-se continuando as práticas solitárias. Também existem as que simplesmente decidiram estudar magia sozinhas sem um Coven. A Bruxa Solitária pode ser também uma Bruxa de Cozinha.

sábado, 24 de setembro de 2011

A Flor de Lótus

Há algum tempo um visitante do blog (Lucas Rangel) nos mandou uma imagem de um pingente pedindo para procurarmos sobre o significado se um símbolo presente neste. Quando vi achei que lembrava a Flor de Lótus, e depois de pesquisar descobri que o símbolo que mais se aproximava da imagem era o da Flor de Lótus mesmo, apesar de ter algumas diferenças nos detalhes. Então sem mais delongas vou descorrer um pouco sobre este símbolo:
A Flor de Lótus tem como seu significado básico a pureza, o crescimento e a vitória, de uma flor que mesmo nascendo em meio à lama consegue superar as barreiras e florescer lindamente, sendo uma lição para os humanos. Essa flor quando branca é uma alusão específica à pureza, tendo significados ligados à perfeição da alma. É um símbolo de raízes budistas. O próprio Buda é muitas vezes representado sentado em uma (ou várias) flores de lótus, pois existe uma crença dessa religião que diz que o coração das pessoas é como uma flor de lótus fechada que só poderá desabrochar ao sentir o toque das mãos do Buda. No Japão a veneração à esta flor é tão grande que o povo costuma ir na primavera aos lagos onde brotam elas para assistir os botões se transformando em flores propriamente ditas. Outro fato importante é que os chacras humanos são representados como flores de lótus, cada cor possuindo seu significado e a quantidade de pétalas expressando sua função.
Apesar de suas raízes estarem nas profundezas da escuridão, sua cabeça está erguida e voltada para a luz. O Lótus é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana, de basicamente de todos os opostos.
A Flor de Lótus é associada ao ser humano quando da mesma forma que esta sai do fundo da lama para o calor do brilho do sol, o espírito humano sai das profundezas da cegante ignorância para a luz da sapiência.